quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Influenza

E eu com uma gripe danada acho que vou passar a tarde googleando vírus parecidos com a gripe, mas que na verdade não são gripe e podem ser fatais. Não custa saber, né?

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Curso de Culinária Social

Aula 1 – Patrão Filho da Puta

Ingredientes:

Quanto baste de funcionários folgados;
1 sindicato assistencialista e corrupto;
1 saco de processos trabalhistas;
1 punhado de leis protecionistas;
1 patrão altruísta;


Modo de preparo:

Pegue um bom tanto de funcionários folgados que sabem tudo sobre seus direitos e nenhum pouco sobre seus deveres e coloque em uma sede. Acrescente um patrão altruísta que acredita no crescimento de todas aquelas pessoas juntamente com o seu, ou até mesmo em alguns momentos mais que o seu. A empresa está formada, dê tempo para que ela cresça. Passado algum tempo, será indispensável a adesão do sindicato, que por sua vez irá reagir com os funcionários, mas não reagirá muito bem com o patrão, certamente vai haver uma união muito grande entre funcionários e sindicato e o patrão ficará no fundo. Em seguida, junte algumas leis protecionistas à mistura, o sindicato terá uma aderência muito grande a esse novo ingrediente e vai tornar mais fácil a ligação dele com os funcionários. O resultado da reação da mistura criará um ambiente perfeito para a adição dos processos trabalhistas, porém cuidado com a quantidade a ser adicionada pois em geral há formação espontânea destes só pela mistura dos ingredientes anteriores. Passado mais algum tempo o patrão que estava lá no fundo de tudo isso sofre uma reação muito forte se torna um grande filha da puta. Como resultado o patrão vai iniciar reações violentas e exploratórias com os funcionários, o sindicato pode ameaçar uma interrupção do processo mas o patrão vai agregar valor ao sindicato que vai deixar de reagir e fazer vistas grossas as sacanagens do patrão. Aos funcionários restará adotar uma postura ácida e generalista acreditando que patrões nasceram filhas da puta e que são todos iguais.
Leve ao forno de saboreie com moderação.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Descanse em paz, cachorrinho.




Dia desses, um cachorrinho de rua foi, literalmente, arremessado pra dentro da minha casa. Cuidamos dele tanto quanto foi possível, mas infelizmente ele faleceu semana passada. Ainda assim, sua passagem por lá me despertou pra uma série de questões sobre as quais eu não ligava, ou tentava não refletir. Então cachorrinho, esse post é em sua homenagem.


sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Super Dentista

- Dr. Fernando? É a Thati.
- Oi Thati, bom dia!
- Tudo bem com o senhor?
- Tudo, sim. E aí, já foi no show?!?
- Da Madonna? Ah não, é só em Dezembro...
- Ahh...
- Vai demorar um pouquinho ainda né.
- É.
- Então, preciso marcar um horário com o senhor.
- Ah sim. A gente começou aquele canal, terminou... E obturamos?
- Não, não, o senhor só colocou um curativo.
- Ah é né, vc marcou duas vezes e não veio.
- É. Dei os canos no senhor e depois fiquei com vergonha de ligar.
- Ficou com vergonha?
- Fiquei.
- E agora, que aconteceu, a vergonha passou?
- Passou, meu dente ta quase inflamando.
- Bandida!

Eu amo esse homem.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Como uma tele-operadora pode acabar com a sua vida.

Era um dia pela manhã, estava eu trabalhando tranquilamente quando recebo uma ligação da minha mãe:

- Rodrigo, ligou uma moça aqui dizendo que é do sex shop. Falou que você comprou uma máquina lá, e que quer falar algo sobre garantia.
- Mãe, deve ser engano, eu não comprei nada no sex shop. Estou trabalhando.
- Ela disse seu nome e tudo, falei pra ela ligar na hora do almoço.
- Tudo bem, mas não posso falar agora, na hora do almoço eu vejo isso.

Achei muito estranho, eu não tinha comprado nada em sex shop nenhum. Chegou a hora do almoço fui pra casa. Minha mãe meio cismada conta novamente a história, que a moça ligou e que falou da máquina e que era do sex shop e coisa e tal. Esperei a tal ligação prometida pra hora do almoço, vai que promoção era realmente boa, mas ninguém ligou.
Voltei para a empresa e quando terminou o dia fui pra casa, chego em casa e encontro novamente minha mãe mais cismada ainda, a tal da moça do sex shop tinha ligado novamente. Insistente, a tal moça queria falar comigo; cheguei até a ficar curioso, pois imagino que moças de sex shop não são de se jogar fora, mas vá lá que sejam pelo menos bem aparelhadas elas serão. Foi combinado que ela voltaria a ligar a noite, por volta das oito.
Pra meu azar, ou sorte, quando eu tomava banho o telefone toca, dessa vez meu pai é que atende. Assim que saio do banho ele vem com o recado:

- Rodrigo, ligou ai uma moça do pet shop querendo falar com você. Era sobre a garantia de uma maquina que você comprou lá.
- Pet shop?!?! Não era sex shop?
- Hummm, não tenho certeza.
- Mãe, vem cá. Aquela moça que ficou de ligar aqui era sex shop ou PET shop?
- Hummm, não sei, acho que podia ser PET shop.
- Bom, ela ficou de ligar às nove.

Coisa confusa, de nada ajudaria se a moça fosse do pet shop, já que eu também não tinha comprado máquina nenhuma em pet shop algum, e pior, moças de pet shop embora pudessem também não ser de se jogar fora, estavam acostumadas a lidar é com cachorro.

Nove horas, toca o telefone, finalmente eu atendo:

- Alô.
- Gostaria de estar falando com o sr. Rodrigo. (o gerúndio é por minha conta)
- Sou eu mesmo.
- Boa noite Sr. Rodrigo, aqui quem está falando é Fulana da Silva (não lembro o nome) do FAST SHOP. O motivo da minha ligação é para estar oferecendo um plano de garantia estendida para a máquina de lavar roupa que o sr. adquiriu na nossa loja...
Eu: Hahahahahahahahahaha.

Moral da história: cuidado ao comprar qualquer coisa na fast shop, seu casamento/relacionamento pode estar em risco.
Moral da história dois: se você tem uma empresa, não contrate tele-operadoras com sotaque nordestino: um fast by nordeste pode virar muitas coisas.